O CLUBE DO IMPERADOR
O filme O Clube do Imperador proposto pela Interdisciplina de Filosofia da Educação me fez analisar as atitudes do professor frente a algumas de um determinado aluno que é recebido muito bem pelo diretor por ser filho de um senador.
O aluno se mostra muito desinteressado pela matéria dada pelo professor de história e, o tempo todo, procura deixar bastante visível sua rebeldia, demonstrando descaso pelos ensinamentos do professor.
Este, então resolve comunicar aos pais sobre o comportamento do rapaz. O pai, muito autoritário, diz que só ele pode moldar o seu filho; o professor sai aborrecido; o pai chama a atenção do filho e então o mesmo tenta se controlar mais. O professor resolve lhe ajudar emprestando-lhe alguns de seus livros e aí os dois passam a se comunicar mais e o aluno também passa a interagir mais durante as aulas. O professor se mostra contente pelo desempenho do aluno e resolve dar uma chance a ele de participar do “Concurso Júlio César”, onde os três primeiros classificados são questionados sobre o assunto estudado em sala de aula. Mas, para isso o professor altera o conceito do aluno na sua prova, eliminando um colega que realmente tinha alcançado tal conceito.
Durante o concurso, o aluno responde a tudo e o professor percebe que ele está “colando”, comenta com o diretor e este diz para ignorar e seguir o questionamento, então o professor percebe que tudo está em suas mãos ,resolve então, fazer uma pergunta diferente e o aluno não consegue responder e perde o concurso para seu colega.
É neste momento que o professor encontra-se diante de um conflito moral e a solução, “momentânea”, para reparar seu erro, foi elaborando uma questão fora do que havia preparado para o concurso.
Anos depois, o aluno resolve então “dar o troco”, mostrar ao professor que ele é capaz. Convida seus antigos colegas a repetirem o concurso, onde o professor também desempenha seu mesmo papel. E, mais uma vez o aluno mostra-se ser uma pessoa sem caráter, trapaceando novamente e o professor pune-o novamente com uma questão fora do contexto.
Com esta decisão, repetida pelo professor, demonstrando ética, caráter, respeito e justiça, ficam bastante evidentes os seus princípios morais. E na minha concepção, o professor teve uma decisão extremamente correta, apesar de achar que “falhou” no início, contribuindo para um final decepcionado. Mas, o professor pregou a moralidade, deixando bem claro que caráter é algo que se constrói ao longo da trajetória de vida de cada indivíduo. Talvez para aquele aluno fosse tarde, mas mesmo com o pai dizendo que só ele moldaria seu filho, o professor não desistiu e tentou fazer diferente.

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