Análise eixo 2
Na atividade 3 da interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo, encontrei algumas falas que me remetem ao meu trabalho: “Nem todas as crianças têm direito a ter infância”. Você concorda ou discorda desta afirmação?
Eu discordei desta afirmação, pois acredito que todas as crianças têm direito sim a infância, independente da condição social em que vivem, etnia, história ou cultura. A cada criança deve ser dado o seu espaço, liberdade, a oportunidade de escolha, alternativas, para que essa “fase”(infância) não se torne algo controlado, manipulado pelos outros. Diante destas colocações, lembrei do que já mencionei anteriormente sobre a conquista de direitos, seja pelo pobre, rico, branco, negro, indígena. E volto também a pensar sobre o que as leis determinam e que as pessoas insistem em fugir delas. Em uma das minhas colocações neste eixo, comentei que é difícil oportunizar ao aluno o direito da fala, pois ele pode me “pegar de surpresa”, posso não saber responder ou terei que mudar o previsto em meu planejamento e, infelizmente isso faz com que muitos professores acabem “amordaçando” seus alunos. Durante as pesquisas que tenho feito em relação as questões étnicos raciais, li no livro Didática de Estudos Sociais que se “não há segurança para tratar a questão do negro, é melhor não propor trabalhos neste sentido” . E é o que normalmente acontece na sala de aula, o professor sente-se desmotivado a pesquisar a se atualizar diante de determinados assuntos, tornando-se um transmissor do livro didático, mas sem muita “abertura”.
Isso reforça também minha colocação sobre Atividades História E Infância, do mesmo eixo e mesma interdisciplina, de que os alunos precisam aprender sobre a experiência da humanidade em outros tempos e lugares sim, e isso pode acontecer sem sair da realidade de cada um. Podemos, por exemplo, comparar a maneira como certos indivíduos (índios, negros) viviam e como vivem atualmente, como são tratados, o que mudou, qual é nossa verdadeira origem? São atividades que proporcionam ao aluno o conhecimento da história, sua trajetória até os dias atuais, sem se deter muito em datas, mas sim em fatos, registros, verdadeiros, que comprovam que fizemos parte desta história também.

2 Comentários:
Este comentário foi removido pelo autor.
Olá Marisete,
tua postagem inicia com a citação de uma atividade que desenvolveste no Eixo 2, na Interdisciplina de Escolarização, Espaço e Tempo sobre o direito das crianças a infância. Diante de tua reflexão a cerca da problemática, consegues puxar um gancho com o tema de teu TCC, que é: "COMO É TRABALHADO O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENAS NOS LIVROS DIDÁTICOS?".
Considerando que todas as crianças tem direito a infância, tu argumentas que sejam elas pobres, ricas, brancas, negras ou indígenas, todas têm direito e toadas as pessoas precisam deixar de fugir das leis e irem em busca de seus direitos.
Assim, te pergunto, somente para reflexão:
Mas estes direitos são conhecidos por todos?
Porque muitas pessoas mesmo sabendo de seus direitos, que não poucos, se acomodam diante das situações injustas que vivem?
Fazes uma reflexão muito pertinente ao ensino de história, com relação a necessidade de se obter conhecimentos sobre a experiência da humanidade em outros tempos e lugares, e desta forma compreender o que vivemos hoje, e não simplesmente reproduzir o livro didático, sem nenhuma reflexão sobre a realiade.
A tua temática é muito rica,e muito presente em nossa prática pedagógica, e que precisa ser urgentemente revista por nós educadores...
já conseguiste definir os conceitos que permearão o teu TCC?
Continuamos conversando...
Abraços,
Fabiana Leffa
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