Entrevista étnico racial
A entrevista foi realizada com crianças entre 11 e 16 anos, filhas de pai negro com mãe branca e vise-versa.
Os alunos entrevistados, com seus relatos trouxeram à tona a presença de atos discriminatórios no contexto escolar, evidenciando o quanto ainda perpetua o preconceito racial, principalmente nas escolas.
Entre os alunos entrevistados, um relata não ter vivenciado situações de preconceito racial, outro diz que o que dizem a ela é para simplesmente colocar um apelido e já que o que está visível é sua cor e seu tamanho, a chamam de gorila; as outras duas entrevistadas dizem sofrer ainda hoje, preconceitos, uma com mais ênfase, já que é também rejeitada em trabalhos em grupo dentro da sala de aula, o que nos permite detectar que continua sendo uma prática presente ainda nas escolas, que, muitas vezes, passam despercebidas pelos professores.
Através das entrevistas que realizei pude observar o envolvimento de sentimentos vividos por eles: mágoas, tristezas, humilhações.
Através da entrevista, percebe-se que a maioria dos entrevistados são pessoas de auto-estima positiva e que acreditam na igualdade de potencialidades. São crianças dedicadas e decididas a conquistarem suas prioridades e que têm o apoio da família. Apenas um falou em agressividade frente ao preconceito (como mecanismo de defesa).
Contudo, a partir dos textos e das entrevistas que realizei fez-se possível a identificação de muitas dimensões e principalmente, da presença de práticas racistas, pois a escola reflete os preconceitos de nossa sociedade que são negligenciados pelos agentes escolares, professores, funcionários e pelos próprios alunos.
De fato, esta atividade nos permite constatar o quanto os professores ainda estão despreparados e, muitas vezes omissos a abordagem afro-cultural no âmbito escolar, contribuindo para a disseminação de atos discriminatórios, preconceituosos.
Nosso papel como educadores e como pessoas, é de orientar e esta é uma tarefa que deve ser assumida por todos nós, para que possamos eliminar estas práticas nas escolas, contribuindo para uma sociedade limpa, sem preconceitos e discriminações, onde prevaleça a igualdade.

1 Comentários:
Eu começarei a partir de agora, fazer comentários em teu blog.
Gostaria que isto significasse para você, uma conversa.
Espero voltar aqui para realizar comentários sobre tuas aprendizagens nas interdisciplinas, um registro importante e necessário.
Observo que neste registro existe uma experiência única e difícil de ser realizada. somos de carne e osso assim envolve sentimentos e a preocupação em não magoar os alunos na entrevista. Um belo trabalho e registro.
Ok.
Benites
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