quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Análise eixo V

Ao revisar este eixo, encontrei um texto muito interessante e que vem ao encontro com o que acredito e tenho lido para a elaboração do meu TCC.
Através do texto “Gestão democrática na e da educação: Concepções e vivências” escrito por Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce, proposto pela interdisciplina “Organização do Ensino Fundamental”, pude compreender que a organização escolar em uma perspectiva democrática se dá numa escola onde através da competência dos profissionais da educação, em conjunto com a comunidade, neste espaço legalmente instituído, reúne-se esforços no sentido de dispor dados de modo a encontrar uma solução para que seja criada uma identidade para a escola. Democracia é um estado de participação. Todos os envolvidos devem participar; na escola, por exemplo, comunidade escolar, pais, estudantes, funcionários, professores, diretores, devem estar cientes e participantes nas tomadas de decisões, nas formulações de políticas educacionais, na determinação de objetivos e fins da educação; no planejamento; na definição sobre alocação de recursos e necessidades de investimento; na execução das deliberações; nos momentos de avaliação e ter livre arbítrio (poder concordar ou não). O acesso deve ser livre nas escolas, para a comunidade, pais, estudantes, que possam reclamar, elogiar ou sugerir, enfim que possam “participar” desse contexto não somente para “fazer parte”, mostrar-se presente, mas “ter parte” para “tomar parte” na interminável construção de uma sociedade da qual se “sente parte”. “Todos os níveis de participação devem estar presentes nos processos democráticos, pois não basta “fazer parte”, mas avançar para a apropriação das informações, a plena atuação nas deliberações, das mais simples às mais importantes, exercendo o controle e avaliação sobre o processo de planejamento e execução”, (trecho retirado de texto). Democracia é discurso, é prática. Para se ter uma organização democrática de fato, é preciso níveis mais elevados de participação, rompendo com a tradição que temos, onde uma parte dos atores decide e planeja e outra parte executa e sofre as conseqüências. A escola deve estar sempre atenta ao público que tem, para que possa, se necessário, adequá-la às necessidades de cada um, independente de sua condição social, raça ou etnia. E, cabe também ao professor tornar-se parte deste processo, principalmente se observar algum tipo de injustiça ou discriminação, valorizando os direitos coletivos e também individuais, onde tenham a oportunidade de opinar.
“A escola precisa ser promotora da democracia do aperfeiçoamento das práticas de participação social em busca dos seus direitos individuais, coletivos, sociais e políticos, mas temos muito forte a tradição autoritária presente nas relações de poder em todo o cenário político, cultural e social. É preciso ter muita pretensão para tornar nossas escolas em espaço de participação e organização verdadeiramente democráticas.” ( trecho retirado do texto).

1 Comentários:

Às 23 de outubro de 2010 às 11:10 , Blogger Nadie Christina disse...

Oi querida,

está ótima a tua reflexão sobre o texto da Letícia e da Maria Beatriz. A tua postagem contextualiza a interdisciplina e trazes, especificamente, um texto como referência. Todavia para qualificar ainda mais, a tua postagem, vou fazer alguns comentários:
1) quando tu extrai citações de um texto, ao invés de escrever "trecho retirado do texto", deves colocar o(s) nome(s) do(s) autor(es), ano e página entre parênteses;
2)faltou nos dizer um pouco das conexões entre este texto e o teu TCC ou com o estágio. Porque o texto "vem ao encontro do teu TCC"? Qual o teu problema de pesquisa? Tu teve uma vivência "demogrática" na escola?
Fale um pouco mais sobre isso, ok?
Voltarei em breve para seguirmos conversando.
Grande beijo e votos de um ótimo final de semana!
Profa. Nádie

 

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