Reflexão filme libras
Ontem assisti o filme "Meu nome é Jonas", ele me esclareceu muita coisa, pude perceber que o receio de não saber o que fazer diante de um surdo, pode ser "curado", todos nós podemos aprender a nos comunicar com eles, realmente é um filme muito interessante. É uma história que me fez refletir bastante.
Jonas foi um tanto discriminado logo no início de sua existência, sendo tratado como um “retardado” e, se não bastasse, trancado em um hospital durante três anos, sem ouvir nada, sem poder falar, e o que é pior: sem entender nada. Tive a impressão de que, durante todo este tempo, ele não sabia que aquelas pessoas que o visitavam eram seus pais e que ele fazia parte de uma família, da qual foi separada por um erro médico. Só depois de três anos de “tratamento” é que descobriram que não se tratava de um “retardado” e sim de um menino surdo. Jonas e a família passaram por momentos muitos difíceis; o pai tinha receio de sair na rua com o filho por medo do que as pessoas pensassem e falassem, acabou abandonando a família; a mãe queria ajudar, mas não sabia como, a instituição que atendia o menino não acreditava e nem aceitava a linguagem de sinais. Enfim, a mãe encontrou pessoas que a ajudaram e, consequentemente, a Jonas. Eles aprenderam a se comunicar e Jonas, finalmente pôde conviver também com pessoas que eram surdas.
Acredito que se fosse aos dias atuais, O menino e a mãe não enfrentariam tantos problemas. O preconceito infelizmente ainda existe. Mas acho que o menino não sofreria com o erro de diagnóstico. Hoje em dia a tecnologia está mais avançada, e o seu caso (de surdez) seria descoberto quando ainda fosse bebê, o que facilitaria em seu “tratamento” e na preparação da família para lidar com a situação. Com certeza seria incluso em uma escola regular, aprendendo não somente a linguagem de sinais, mas a viver numa sociedade onde a diversidade está cada vez mais presente e visível. Esta convivência amenizaria o preconceito que vimos no filme. Acredito que os surdos preferem a convivência com a comunidade dos surdos, mas para que sejam “vistos” e realmente valorizados e respeitados perante a sociedade, é interessante que convivam com as outras pessoas, com certeza a aprendizagem seria recíproca.
Por desconhecimento, muitas vezes, as pessoas ignoram e se afastam do que acreditam ser “diferente”. E com a convivência, se amplia o conhecimento, aceitando e aprendendo a lidar com a diversidade, na família, na escola, na sociedade.
