terça-feira, 21 de setembro de 2010

Postagem 4-análise dos eixos 1, 2 e 3

Relendo minhas análises dos eixos 1,2 e 3, lembrei-me de uma frase escrita por Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia, página 39: “Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação”. Segundo ele ainda, o educador que pensa certo, rejeita a qualquer forma de discriminação e a prática preconceituosa de raça, de classe, de gênero.
Em minhas postagens anteriores, ficou evidente a minha preocupação em relação aos atos de discriminação, não aceitação, desigualdades sofridas na escola e na sociedade. E, a cada dia tenho mais certeza de que nós professores podemos mudar esta situação. Se pensarmos certo, certamente não nos calaremos diante disto. O professor, em minha opinião, tem o dever de intervir diante de uma injustiça, um ato discriminatório e não esperar apenas que as leis sejam cumpridas por todos os cidadãos. É claro que as leis existem para serem cumpridas, mas infelizmente não são muitos os cidadãos que pensem desta forma. Até porque, se todos pensassem certo, não precisariam existir leis que obrigassem os cidadãos a agirem certo.
Para o meu trabalho (TCC), cuja pergunta central é “Como é trabalhada a história e cultura afro-brasileira e indígena nos livros didáticos”, defini alguns, que considero serem conceitos: história, cultura, diversidade, preconceito, raça e etnia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Análise eixo 3

Neste eixo, as páginas estavam cheias de postagens. Foi um semestre muito cheio de novidades e que proporcionou atividades concretas com os alunos. Estou em uma fase em que tudo o que leio procuro relação com o desenvolvimento do meu TCC. Não encontrei nada que estivesse ligação direta com o assunto ao qual estou pesquisando, mas acabei relacionando durante a leitura. Em artes visuais, por exemplo, “descobri que posso trabalhar a arte em qualquer momento de minhas aulas, não necessariamente nas aulas de artes. Posso trabalhar a arte visual em um contação de história, antes mesmo de contar a história, começando pela capa do livro, tentando descobrir o material utilizado, a biografia, os sentimentos e a intenção do autor com a imagem, a ilustração, podendo criar uma nova, fazendo a releitura, por exemplo,” (trecho retirado de uma postagem minha no blog). Como minha pesquisa está voltada á abordagem de questões étnico raciais em livros didáticos, imaginei então as ilustrações em tais livros, como são feitas e como são vistas e interpretadas pelos leitores.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Análise eixo 2

Na atividade 3 da interdisciplina Escolarização, Espaço e Tempo, encontrei algumas falas que me remetem ao meu trabalho: “Nem todas as crianças têm direito a ter infância”. Você concorda ou discorda desta afirmação?
Eu discordei desta afirmação, pois acredito que todas as crianças têm direito sim a infância, independente da condição social em que vivem, etnia, história ou cultura. A cada criança deve ser dado o seu espaço, liberdade, a oportunidade de escolha, alternativas, para que essa “fase”(infância) não se torne algo controlado, manipulado pelos outros. Diante destas colocações, lembrei do que já mencionei anteriormente sobre a conquista de direitos, seja pelo pobre, rico, branco, negro, indígena. E volto também a pensar sobre o que as leis determinam e que as pessoas insistem em fugir delas. Em uma das minhas colocações neste eixo, comentei que é difícil oportunizar ao aluno o direito da fala, pois ele pode me “pegar de surpresa”, posso não saber responder ou terei que mudar o previsto em meu planejamento e, infelizmente isso faz com que muitos professores acabem “amordaçando” seus alunos. Durante as pesquisas que tenho feito em relação as questões étnicos raciais, li no livro Didática de Estudos Sociais que se “não há segurança para tratar a questão do negro, é melhor não propor trabalhos neste sentido” . E é o que normalmente acontece na sala de aula, o professor sente-se desmotivado a pesquisar a se atualizar diante de determinados assuntos, tornando-se um transmissor do livro didático, mas sem muita “abertura”.
Isso reforça também minha colocação sobre Atividades História E Infância, do mesmo eixo e mesma interdisciplina, de que os alunos precisam aprender sobre a experiência da humanidade em outros tempos e lugares sim, e isso pode acontecer sem sair da realidade de cada um. Podemos, por exemplo, comparar a maneira como certos indivíduos (índios, negros) viviam e como vivem atualmente, como são tratados, o que mudou, qual é nossa verdadeira origem? São atividades que proporcionam ao aluno o conhecimento da história, sua trajetória até os dias atuais, sem se deter muito em datas, mas sim em fatos, registros, verdadeiros, que comprovam que fizemos parte desta história também.

Respondendo aos questionamentos da análise do eixo 1

Acredito que as desigualdades sociais se refletem nas questões étnico raciais sim, pois o índio e o negro são ainda tratados como incapazes. É muito triste saber que tem que existir leis que obriguem a falar do assunto em sala de aula e que, mesmo assim as escolas ou maioria delas ainda não constam em seu currículo projetos que trabalhem estas questões. Isso só tende a favorecer os atos discriminatórios. As escolas tratam do assunto em datas comemorativas; as atividades são muito pontuais, existe data para se falar sobre o assunto. Falamos muito em igualdade de direitos, onde os “poderosos” falam e decidem e os menos favorecidos tem que lutar contra o preconceito que vivem, tem que contar com leis que os apõem que “dêem” o direito de serem respeitados perante a sociedade.
Minha pergunta central: COMO É TRABALHADO O ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENAS NOS LIVROS DIDÁTICOS?

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Análise Eixo 1

Como vou pesquisar sobre questões etnico raciais, não acho que será difícil encontrar ligação com os trabalhos realizados durante todo o curso. Ao analisar o eixo 1, reli algumas postagens no blog que falam de questões sociais, como alguns comentários sobre os autores Marx e Angels que escreveram e pesquisaram muito sobre tais questões e que não deixam de estarem ligadas ao meu trabalho, já que raça e etnia tem tudo a ver com sociedade. Esta ligação também pude perceber no texto sobre desigualdades educativas estruturais no Brasil, onde são relatadas situações de desigualdades sociais que fazem com que os menos favorecidos sejam, de certa forma, prejudicados na escola. A clientela da rede privada apresenta melhor rendimento escolar, já a de rede pública, com enormes turmas, falta de vagas, baixos salários do professores, apresenta um rendimento inferior. Enquanto que o que deveria prevalecer seria a qualidade e igualdade na educação. Diante de todas situações, vejo um certo descaso para com os menos favorecidos e até preconceito em relação às diferenças. Acho que o professor, as escolas, os políticos, não tem dado o valor devido à estas diferenças, já que acreditam na igualdade de direitos. Ainda não defini minha pergunta central, mas pretendo, além de pesquisar sobre as abordagens em livros didáticos (referentes a questões etnico raciais), descobrir como o professor vê tais questões e como reage diante da diversidade de origens; se ele trabalha ela ou se faz de conta que não existe.