terça-feira, 19 de maio de 2009

Entrevista étnico racial

A entrevista foi realizada com crianças entre 11 e 16 anos, filhas de pai negro com mãe branca e vise-versa.
Os alunos entrevistados, com seus relatos trouxeram à tona a presença de atos discriminatórios no contexto escolar, evidenciando o quanto ainda perpetua o preconceito racial, principalmente nas escolas.
Entre os alunos entrevistados, um relata não ter vivenciado situações de preconceito racial, outro diz que o que dizem a ela é para simplesmente colocar um apelido e já que o que está visível é sua cor e seu tamanho, a chamam de gorila; as outras duas entrevistadas dizem sofrer ainda hoje, preconceitos, uma com mais ênfase, já que é também rejeitada em trabalhos em grupo dentro da sala de aula, o que nos permite detectar que continua sendo uma prática presente ainda nas escolas, que, muitas vezes, passam despercebidas pelos professores.
Através das entrevistas que realizei pude observar o envolvimento de sentimentos vividos por eles: mágoas, tristezas, humilhações.
Através da entrevista, percebe-se que a maioria dos entrevistados são pessoas de auto-estima positiva e que acreditam na igualdade de potencialidades. São crianças dedicadas e decididas a conquistarem suas prioridades e que têm o apoio da família. Apenas um falou em agressividade frente ao preconceito (como mecanismo de defesa).
Contudo, a partir dos textos e das entrevistas que realizei fez-se possível a identificação de muitas dimensões e principalmente, da presença de práticas racistas, pois a escola reflete os preconceitos de nossa sociedade que são negligenciados pelos agentes escolares, professores, funcionários e pelos próprios alunos.
De fato, esta atividade nos permite constatar o quanto os professores ainda estão despreparados e, muitas vezes omissos a abordagem afro-cultural no âmbito escolar, contribuindo para a disseminação de atos discriminatórios, preconceituosos.
Nosso papel como educadores e como pessoas, é de orientar e esta é uma tarefa que deve ser assumida por todos nós, para que possamos eliminar estas práticas nas escolas, contribuindo para uma sociedade limpa, sem preconceitos e discriminações, onde prevaleça a igualdade.

sábado, 9 de maio de 2009

O CLUBE DO IMPERADOR

O filme O Clube do Imperador proposto pela Interdisciplina de Filosofia da Educação me fez analisar as atitudes do professor frente a algumas de um determinado aluno que é recebido muito bem pelo diretor por ser filho de um senador.
O aluno se mostra muito desinteressado pela matéria dada pelo professor de história e, o tempo todo, procura deixar bastante visível sua rebeldia, demonstrando descaso pelos ensinamentos do professor.
Este, então resolve comunicar aos pais sobre o comportamento do rapaz. O pai, muito autoritário, diz que só ele pode moldar o seu filho; o professor sai aborrecido; o pai chama a atenção do filho e então o mesmo tenta se controlar mais. O professor resolve lhe ajudar emprestando-lhe alguns de seus livros e aí os dois passam a se comunicar mais e o aluno também passa a interagir mais durante as aulas. O professor se mostra contente pelo desempenho do aluno e resolve dar uma chance a ele de participar do “Concurso Júlio César”, onde os três primeiros classificados são questionados sobre o assunto estudado em sala de aula. Mas, para isso o professor altera o conceito do aluno na sua prova, eliminando um colega que realmente tinha alcançado tal conceito.
Durante o concurso, o aluno responde a tudo e o professor percebe que ele está “colando”, comenta com o diretor e este diz para ignorar e seguir o questionamento, então o professor percebe que tudo está em suas mãos ,resolve então, fazer uma pergunta diferente e o aluno não consegue responder e perde o concurso para seu colega.
É neste momento que o professor encontra-se diante de um conflito moral e a solução, “momentânea”, para reparar seu erro, foi elaborando uma questão fora do que havia preparado para o concurso.
Anos depois, o aluno resolve então “dar o troco”, mostrar ao professor que ele é capaz. Convida seus antigos colegas a repetirem o concurso, onde o professor também desempenha seu mesmo papel. E, mais uma vez o aluno mostra-se ser uma pessoa sem caráter, trapaceando novamente e o professor pune-o novamente com uma questão fora do contexto.
Com esta decisão, repetida pelo professor, demonstrando ética, caráter, respeito e justiça, ficam bastante evidentes os seus princípios morais. E na minha concepção, o professor teve uma decisão extremamente correta, apesar de achar que “falhou” no início, contribuindo para um final decepcionado. Mas, o professor pregou a moralidade, deixando bem claro que caráter é algo que se constrói ao longo da trajetória de vida de cada indivíduo. Talvez para aquele aluno fosse tarde, mas mesmo com o pai dizendo que só ele moldaria seu filho, o professor não desistiu e tentou fazer diferente.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Escola inclusiva

Escola inclusiva
Ontem visitei uma escola infantil municipal e fiquei encantada com o trabalho que é realizado lá. A escola atende 250 alunos, destes 3 são crianças que necessitam e recebem atendimento especial. Uma criança é surda, outra tem paralesia cerebral (cadeirante) e outra é portadora da síndrome de down. Todas esta crianças recebem atendimento especializado dento da sala de aula com os outros colegas.
Conversei com a professora de libras da escola, que atende a menina surda, ela afirma que para estes casos especiais (surdez) existem dois lados: o lado clínico que defende o uso do aparelho auditivo e o lado educativo que defende a libras. Inclusive ela comentou que a fonoaudióloga da menina surda perguntou a ela se estava dando certo o uso da comunicação através da libras e a professora respondeu que já havia obtido resultados positivos; então a fonoaudióloga fez o seguinte comentário: "não se mexe no que está dando certo, mas se você não estivesse começado o trabalho eu diria que não precisaria'.A professora defende a idéia de que, em alguns casos o uso do aparelho ajuda, mas na maioria não e que o seu trabalho com a menina vem progredindo a cada dia. a menina tem apenas 4 anos de idade e ainda não possui identidade surda construída, então procura trabalhar o concreto adequando situações e a menina já consegue interagir e responder sinais.
A escola também conta com a ajuda de outros profissionais como psicólogo e neurologista. A professora entrevistada afirmou, também que existem outras crianças com distúrbios de comportamento que aguardam diagnósticos.