domingo, 18 de maio de 2008

O cotidiano como ponto de partida

Tenho lido bastante sobre tempo e espaço, atividades propostas em todas as interdisciplinas. Essas leituras têm enriquecido o meu trabalho em sala de aula, já que as sujestões são muitas. Pude concluir, até aqui que, ao elaborar um currículo ou programar atividades, preciso ter claro, primeiramente, quais são as características intelectuais, afetivas e sociais do aluno com quem vou trabalhar. Segundo Piaget, "a partir dos sete anos a criança entra no terceiro estágio do pensamento: o da operação concreta, quando ela já é capaz de realizar uma operação até o fim e retornar ao ponto de partida." Nesse momento, portanto, o ensino deve partir das experiências da realidade mais próxima, do que é conhecido e vivenciado, para que, gradativamente, os conhecimentos se ampliem e se estabeleçam as relações necessárias entre o próximo e o distante.

PERGUNTAS

Essa atividade também foi muito interessante. Confesso qua pensei que iria dar muito trabalho, enfim "arrisquei": disse para meus alunos (quarta- série) que imaginassem que eu fosse um gênio e que poderiam fazer perguntas sobre o assunto que desejassem. Fiquei impressionada com o número de perguntas e a qualidade delas. " Somos mesmo parentes dos macacos?", "Como medir a quantidade de água de um oceano?", "Quem o homem mais inteligento do mundo e quais suas invensões?", "Porque o cabelo não dói se é parte do corpo humano?", enfim, foram dezoito perguntas muito produtivas, pois abrem um campo muito grande para pesquisas, abrem espaço para outras perguntas e, também por serem da autoria de crianças tão jovens, inesperientes, porém com uma curiosidade enorme e um grande potencial. Aprendi que não devo pensar que meus alunos podem não ser capazes, eles sempre suepreendem, é só deixar, dar oportunidade.

Gravuras em matemática

A interdisciplina está "bombando". São muitas sujestões de atividades interessantíssimas, que tenho praticado com meus alunos. Gostei muito das sujestões utilizando gravuras, com elas (sujestões) consegui até confeccionar um joguinho com meus alunos, que trabalha, além do próprio jogo, atividades envolvendo as quatro operações; eles ficaram encantados e eu também, é claro. Eu acho que atividades como essa, motivam e "abrem portas" para aprendizagem sem a obrigatoriedade do silêncio para aprender matemática. Concordo que em determinados momentos o silêncio é indispensável, mas de vez em quando é bom "bagunçar" um pouco.

DESEQUILÍBRIO ECOLÓGICO

Assisti um filme BALANCE proposto pela interdiscilpiplina de ciências, fascinante; retrata claramente o desequilíbrio ecológico, que, infelizmente é calsado por ações humanas inconsequentes, afim de gerar renda, riquezas. Ações essas que estão acabando com a tranquilidade de quem realmente gosta de si mesmo e aprecia a beleza que a natureza ainda nos oferece. Sempre digo para os meus alunos que para que o equilíbrio ecológico aconteça, precisamos da colaboração de todos, mas depende muito também de atitudes individuais.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Representando palavras

Realizei esta atividade proposta pela interdisciplina representação do mundo pela ciência. As palvras não eram desconhecidas, porém algumas eram difíceis de serem representadas. A maioria faz parte do nosso cotidiano como: árvore, estrada, pé, etc , que considerei fácil de representá-las, sáo coisas que podemos tocar e que logo que pronunciamos, já imaginamos sua forma. Outras palavras são menos comuns, na minha opinião, como átomo, célula, tristeza, tornando difíceis de serem representadas. Realizei com minha turma e percebi que é uma atividade que provoca situações de discussão em sala de aula, onde os alunos podem abordar ou criar seus conceitos sobre essas palavras, onde também o professor tem o compromisso de, com os alunos, buscar novas informações, para ampliar esses conceitos, facilitando assim a construção do conhecimento, sendo motivados a investigação, a reflexão, a argumentação, a idéias e concepções.

Grupos sociais

Quando ouvia falar em estudos sociais, logo me vinha a mente a história do município, a história do Estado, do Brasil, etc.
Hoje vejo, através das leituras e atividades propostas pela interdisciplina que, cada um tem sua história, e esta começa antes mesmo do nascimento. A minha família foi o primeiro grupo social do meu convívio, primeiro espaço de socialização, onde aprendi normas, regras fundamentais para essa socialização. Depois passei pela escola (ainda continuo), outro grupo social onde aprendi também conceitos "necessários" para se viver em sociedade. Outro grupo social que também contribui para essa socialização é a igreja, onde também têm certas regras a serem cumpridas, como todo grupo social, "formando" um ser capaz de viver em sociedade, sem olhar somente para si.

Números

Está sendo realmente fascinante trabalhar a matemática. É incrível como se tem coisas a aprender; é muito bom saber que podemos trabalhar com números sem ser aquela coisa de "armar continhas", de decorar a tabuada. Estou realmente gostando muito, a interdisciplina proporciona várias sujestões de atividades que posso aplicar com meus alunos e são atividades novas que despertam o interesse dos mesmos.

Apresentação do portfólio

Já faz tempo que realizei esta atividade, mas ainda sinto sinto um "friozinho" na barriga quando lembro-me da bancada no dia sete de janeiro. Eu fiquei durante vários dias muito preocupada com esta apresentação, pois não sou muito fã desta história de falar ao público, ainda mais sendo avaliada por este trabalho. Queria ser a primeira para me "livrar" logo de uma vez, mas não deu certo, poi decidiram fazer por ordem de chamada e eu fiquei quase em último lugar. Aí sim a angústia e o medo foram tomando conta. Quando chegou a minha vez, eu já estva realmente muito nervosa, quando levantei, achei que não fosse conseguir. Logo que comecei, percebi que concordavam com o que eu estava falando, então fui, aos poucos me sentindo aliviada; ganhei muitos elogios dos colegas e professores que se mostraram satisfeitos com o meu trabalho. Fiquei feliz, também porque uma colega disse que nem parecia que eu estava nervosa. Bom, foi um trabalho que me preocupou bastante, mas eu percebi que esse tipo de trabalho é fundamental para o nosso crescimento profissional, para deixarmos de lado os medos, a vergonha do público, a final vamos sempre lidar com ele.

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