terça-feira, 23 de junho de 2009

MORALIDADE

Reflexão do texto indicado em psicologia: Significações de violência na Escola: Equívocos da compreensão dos processos de desenvolvimento moral da criança?
“O desenvolvimento da moralidade tem seu processo relacionado com as relações sociais”; tal desenvolvimento se dá através das relações com o meio. O texto diz que: “os professores que trabalham na rede pública de ensino e que atende comunidades menos favorecidas financeiramente dividi-se em duas crenças a respeito tipo de ação: um grupo pensa que alguns alunos tomam determinadas atitudes porque vivem na “vila” e quem vive nesse tipo de comunidade geralmente é violento: outro grupo, por sua vez, acredita que uma pessoa sendo filho de pais agressivos está determinada a ser violenta.” Se formos analisar, essas são também características da violência, mas não podem ser vistas como regras. É claro que um ambiente violento contribui para que a violência aumente. Porém existem exemplos de filhos de pais viciados em droga ou álcool e que não aprovam tal situação. A criança convive com diversos ambientes sociais e os valores morais são construídos a partir da interação do sujeito com esses diversos ambientes e será durante a convivência diária, principalmente com o adulto, que ela irá construir seus valores, princípios e normas morais. Assim sendo, podemos concluir que esse processo requer tempo. “A criança precisa viver situações em que sua autonomia (última fase do desenvolvimento moral) seja fatalmente exigida”.
Cabe ao educador compreender que há determinadas formas de lidar com diferentes situações e diferentes faixas etárias. Cabe a ele, ainda, possibilitar vivências de cooperação entre os alunos para que os mesmos não estejam condicionados à heteronomia, encaminhando-se naturalmente para a sua própria autonomia moral e intelectual.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Minha Infância

Olá Benites, estou aqui para responder ao teu questionamento, que me fez refletir muito. Realmente hoje as pessoas parece que são muito mais influenciadas pelos meios de comunicação do que antes. Lembro-me que quando era criança, meu pai nos ensinou, eu e minhas três irmãs, a tomar chimarrão e sempre antes do almoço e do jantar, sentávamos em círculo, tomávamos chimarrão juntos e alí conversávamos sobre diversos assuntos. Minha avó morava conosco e todos os dias nos contava histórias ("causos", como ela dizia) sobre o seu passado; era muito bom. Hoje as pessoas vivem em função de trabalho, os filhos ficam distantes; nunca ouvi as avós dos meus filhos contarem histórias para eles. Hoje não é fácil "atrair" as crianças, pois a "competição" com os meios de comunicação é muito grande e se nós não tivermos bons argumentos, acabamos perdendo.

AUTISMO

Durante a leitura do texto "Autismo: atuais interpretações para antigas observações" de Cleonice Bosa proposto pela interdisciplina Educaçao Especial, destaquei este trecho: \"A contínua falta de compreensão do que se passa ao redor, aliada à falta de escassa oportunidade de interagir com crianças \"normais\" é que conduziria ao isolamento, criando dessa forma, um cículo vicioso\"; me chamou a atenção, vejo aí a urgência da inclusão para essas crianças com necessidades especiais. Estas devem estar em contato com outras crianças que, com certeza as ensinarão a conviver com crianças \"normais\", de maneira que não se sintam diferentes e que, ao mesmo tempo aprenderão a conviver com o autismo. \"Conviver com o autismo é criar oportunidades de troca e de espaço para os nossos saberes e ignorância\". Devemos nos desafiar, conhecer o autismo, compreender, estudar e conviver com ele. Porém, não é fácil identificá-lo; partindo da idéia de que a definição de autismo passa pela dificuldade de se colocar no ponto de vista afetivo do outro (um comprometimenyo da capacidade empa´tica, como diz Gillberg, 1990), torna-se difícil identificar quem é ou não autista, já que pertencemos a uma sociedade em que raros são os espaços na rua para cadeiras de roda, poucas são as cadeiras escolares destinadas aos "canhotos" e bibliotecas equipadas para quem não pode usar os olhos para ler.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

EDUCAÇÃO, CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE

AINDA É POSSÍVEL EDUCAR?

O texto “Educação após Auschwitz” de Theodor Adorno me fez refletir a cerca da responsabilidade que nós, educadores, temos diante desta realidade em que vivemos atualmente. Acho que vivemos em constante competição com os meios de comunicação, com a tecnologia. Os meios de comunicação trazem para os nossos alunos informações que, para eles é muito “atraente’; infelizmente muitos trocam o livro por programas de TV que não deveriam ser permitidos; sem contar na influência que tem nas ruas, as más companhias e, aí eu me pergunto: como atrair esse aluno que tem “tudo”“?
Através dos meios de comunicação somos assombrados todos os dias com notícias de assassinatos, estupros, pedofilia, drogas, enfim e tudo isso nos deixa sem saber como agir.
Sem dúvida a barbárie precisa acabar, mas se são na infância formados os caracteres da personalidade humana e que determinarão seus atos na fase adulta, então nós educadores ficamos um tanto impotentes diante da barbárie, pois as crianças são educadas por suas famílias. Acredito que os pais transmitirão aos filhos a educação que receberam na sua infância, que pode ou não nos ajudar. Uma educação baseada no amor, no carinho e, principalmente no respeito, com certeza trará bons frutos. Ao contrário de crianças vindas de famílias que sofreram em sua primeira infância repressões, clausuras e falta de amor.
Sabemos que a educação começa pela família, mas é dever da escola oferecer subsídios para a construção de um cidadão com direitos e deveres e se assim for, poderemos contar com uma sociedade mais justa, mais distante desta realidade cruel em que vivemos e que nos remete à Auschwitz.
Acredito que mesmo diante de tanta barbárie, ainda é possível educar, pois nós, educadores, somos pessoas que trabalhamos e acreditamos numa sociedade sem maldades. Devemos fazer com que o aluno se auto-conheça e que reflita sobre si próprio, pois a nossa educação e que queremos para os nossos alunos, é uma educação que visa à dignidade, a cidadania. É claro que não é uma tarefa fácil, mas acredito no amor, no respeito ao próximo e a si próprio e, acredito também que estes valores podem superar tanta maldade e crueldade.
No que diz respeito a relação entre educação, civilização e barbárie acredito que é a partir da educação que se constitui a civilização, educação esta, no sentido da auto reflexão crítica, auto conhecimento e do esclarecimento para que se construa uma nova sociedade, uma nova cultura social que não permita a repetição de Auschwitz.