Tema gerador
Ao falarmos de educação, é preciso levar em consideração que a escola engloba uma diversidade considerável de culturas e saberes entre os alunos que estão inseridos nela, sejam elas crianças, jovens ou adultos. Logo, a prática pedagógica precisa estar em sintonia com toda esta diversidade.
O tema gerador envolve o interesse de cada um e deve permitir que o educando perceba mais o contexto em que está inserido. O educador deve considerar a leitura de mundo que os alunos trazem (em todas as áreas). Deve-se trabalhar diferentes linguagens, o lúdico, proporcionando ao aluno expor sua visão de mundo. Como diz Paulo Freire “as pessoas devem aprender a ler o mundo, interpreta-lo”. “O que se pretende investigar não são os homens, (...) mas o seu pensamento-linguagem referido à realidade”, no qual teoria e prática não se dissociam, e caminham juntos o conhecimento da realidade e a intervenção nela. Para Paulo Freire o aluno deveria ler o mundo para transfomá-lo. Para ele o aluno não se tornava cidadão ao aprender a ler e a escrever...ele já o é antes disso e cada um possui a sua história. Nesta perspectiva, o saber torna-se um meio de libertação de uma sociedade opressora. Assim, as situações significativas são as origens dos temas geradores, no qual o “tema” é o assunto e “gerador” é aquilo que fecunda a proposta.
Plano de aula
Trabalhar com projetos não é nada fácil. Tive muita dificuldade em planejar aula para um dia, dentro de um projeto. Foi uma proposta da interdisciplina de Linguagem; terei que dar uma "ajeitadinha" no meu plano, mas, com as leituras posteriores, comecei a entender melhor a proposta. Percebi que devo "trabalhar" cotidianamente com situações de leitura e escrita, com atividades voltadas para esse foco, desenvolvendo a consciência fonológica, que é perceber a estrutura sonora das palavras, ou parte delas para apropriação da leitura e escrita.
O menino selvagem
Este foi um filme solicitado pela interdisciplina de Libras:
O menino assustou uma população que vivia próxima a uma floresta, Inicialmente achavam que se tratava de animal que poderia ser perigosos. Então foi caçada por cães e se defendeu como um animal. Viveu durante anos na floresta, foi chamado de menino selvagem por ter vivido na selva, e ter convivido só com animais. Finalmente foi encontrado e retirado da floresta, e estudado pelo famoso psiquiatra da época Pinel que o considerava um idiota, um ser inferior aos animais e também pelo médico Itard,que, ao saber de sua existência, teve um grande interesse em estuda-lo, testando sua inteligência, tirando-o daquele isolamento em que viveu durante alguns anos.
. Itard conclui que terá de ensinar-lhe tudo, escutar e ver, diz que o menino ouve sem escutar e que olha sem ver.
O menino algumas vezes demonstra que ouve alguma coisa. Itard percebe que ele demonstra certa identificação com a letra “o”, como se lhe chamasse a atenção. Então passa a chamá-lo de Victor e ele responde sempre que é chamado. É um menino que vive isolado do mundo das pessoas, alheio ao que o rodeia. Passa a fazer parte de um mundo desconhecido, onde tudo para ele é novidade. Tudo o que sabia até então, aprendera com os animais na selva, inclusive agia como animais.
Professor Itard começa a ensiná-lo, percebe que não será nada fácil e, às vezes fala em desistir, mas logo recomeça novamente o seu trabalho, tentando de diversas formas alcançar seu objetivo, fazer com que aprenda. Aplica jogos dirigidos, sistema de comparação, trabalha com alfabeto de madeira, cópia, enfim, e o menino, em algumas atividades mostra evolução, em outras não atinge aos objetivos. O professor o recompensa com água quando ele acerta as questões, mas, por muitas vezes o coloca de castigo por ter demonstrado um resultado negativo. Questionei muito esta atitude do professor em presentear ou castigar. Será que era o menino que conseguia aprender ou o professor que não se fazia entender?
Acho que o menino Victor teve muita sorte ao ser encontrado, pelas condições em que vivia, mas talvez não tivesse o tratamento que realmente o fizesse evoluir como as outras crianças, sempre foi tratado como um ser diferente.