quarta-feira, 28 de abril de 2010

Reflexão segunda semana

Iniciei os trabalhos desta semana, falando sobre o papel de nossos antecedentes, principalmente dos índios, na construção de nossa história. Gostei muito da reação dos alunos diante das atividades propostas, eles interagiram o tempo todo. Ficaram felizes ao saberem que os seus antecedentes vieram de diversos lugares do mundo, deixando aqui seus nomes, seus costumes. Durante a pesquisa, na internet, eles coletaram várias informações que contribuíram muito para o trabalho. ficaram um tanto espantados ao descobrirem que os índios tinham religião e costumes próprios de cada grupo.
A pesquisa foi realizada em dupla, mas no grupo, cada um acrescentou o que nào tinha no trabalho. Uma das duplas fez questão de ler para a turma um frase que copiou do site e que toda a turma quis ter no caderno:
"NO BRASIL DE HOJE TODO DIA É DIA DE ÍNDIO".
Os alunos reuniram gravuras de pessoas de diversas origens para montagem do mosaico no mapa do RS que foi fantástica, a interação foi de 100%.
Aí surgiram muitos questionamentos sobre os primeiros habitantes antes dos humanos e onde foram parar, o que fez com que eu levasse para sala de aula um filme que aborda uma história de dinossauros que viviam à procura de comida. Se uniam diante das dificuldades afim de resolverem o problema. Pedi aos alunos que observassem a (s) paisagem (s) mostrada para compararmos com a de hoje. Durante nossa conversa, posterior ao filme, os alunos mostraram-se bastante curiosos em relação a existência e extinção dos dinossauros. No trabalho escrito, as crianças mencionaram a falta de casa e cidades, o que nos permitiu que concluíssemos que se tratava de um filme educativo, informativo e não de ficção, e sim que tenta mostrar um pouco do que os pesquisadores já descobriram sobre os dinossauros. E que a natureza ainda era "pobre" em relação ao número de animais e de plantas que temos hoje.
Com o texto "ECO" que trata do descaso do homem perante a natureza, á partir dele, discutimos sobre o que cada um deveria fazer para contribuir para o bem da humanidade, dos animais e das plantas, para que não tenhamos mais este problema de fumaça que "esconde" as verdadeiras cores; fazer com que a palavra extinção fique somente na lembrança e que a água exista em abundância. O grupo, num grande círculo, decidiu que, como medidas imediatas, poderíamos fazer uma campanha de apelo e conscientização das pessoas, iniciando pela limpeza do espaço em que vivemos como o pátio de nossas casas, da escola, limpeza das ruas e quem sabe até do arroio que é tão especial na formação e responsável pelo nome dado à nosso distrito. Não iniciamos o trabalho nas ruas devido a chuva, mas todos se comprometeram em "fazer sua parte" em casa. Na próxima semana, então, daremos continuidade colocando nosso idéias em prática.


segunda-feira, 19 de abril de 2010

Reflexão da semana

Devido ao atraso da autorização para o início do estágio, iniciei na quarta-feira. As aulas foram bastante produtivas, tive a clara impressão do que os alunos desejam saber. Demonstram-se bastante curiosos e eufóricos diante das atividades. Conversamos muito sobre o que cada um gosta, porque gosta e se realmente conhece aquilo que gosta. A maioria falou que gosta do lugar onde mora, da escola e das pessoas. Então começamos uma pesquisa sobre o meio em que vivemos.

As crianças coletaram informações sobre a formação da comunidade ; relataram
algumas mudanças que souberam ter acontecido, como arroios que foram desviados,
ruas que inundavam muito, faltas de energia elétrica. Mostrei para eles uma fotografia da comunidade de 48 anos atrás. As crianças "viajaram" diante da foto.
Visitamos o lugar de onde foi tirada a fotografia antiga, onde a igreja que hoje é rodeada de casas, na época ficava em um quase deserto. Eles desenharam um mapa atual, do mesmo lugar.
Procuramos o arroio citado acima e seguimos sua trajetória que finaliza no mar. Os comentários e indagações foram inúmeros.

Quero relatar algumas expressões dos alunos que achei muito interessantes.

"Queria que o nosso lugar ficasse sempre assim porque e assim desde que nasci."
"Gosto daqui porque não tem violência; mas também não tem hospital."
"Lembro de casas feias que o meu pai deixou lindas com sua pintura".
"Gostaria de saber o que tinha no lugar da minha casa."
"Um amigo meu me disse que a muito tempo atrás , existia um deserto mas não tinha
gente".

Diante de tanta curiosidade , decidimos pesquisar sobre a vida há milhões de anos ,
(pré-história) e em relação aos moradores, posteriormente faremos entrevistas com mora
dores mais antigos a fim de coletar informações.

Bom, desejo que meus alunos sejam verdadeiros agentes, autores de suas aprendizagens.Acredito que quanto maiores forem as oportunidades de trabalho, descobertas, construções que o professor oferecer, maiores são as suas chances de um desenvolvimento compatível com suas possibilidades de aprendizagem.

Estou tentando mostrar que é possível aprender história de uma forma prazerosa, mantendo a interdisciplinaridade.
Os objetivos continuam para próxima semana, pois a pesquisa será grande. Sinto que os alunos estão gostando e que querem realmente pesquisar. Acho que os trabalhos serão a cada dia melhor.



quarta-feira, 7 de abril de 2010

A IMPORTÂNCIA DOS REGISTROS

Oficialmente, a nossa história começa quando recebemos de nossos pais uma certidão de nascimento. É nela nela que encontramos vários dados importantes da nossa vida e compartilhamos com os outros quando necessário.
Muitas vezes não nos damos conta da quantidade de fatos importantes, alegres, e por que não dizer tristes que acontecem em nossas vidas, e acabamos deixando que eles se percam no tempo. Para que os acontecimentos não sejam esquecidos, precisamos registrá-los. Registrar é deixar marcas, marcas que retratam uma história vivida e que pode ser consultada quando esquecida. Esses registros podem ser fotografias que estão no álbum ou em um arquivo do computador, um filme, um diário, bilhetes, cartões..., podendo acontecer de diferentes maneiras e de acordo com o desejo de quem quer registrar.
Como defende Freire (1996), o registro também pode ser um instrumento pedagógico, que auxilia o processo de aprendizagem do aluno, mas principalmente do professor, pois, além de tornar vivas as nossas lembranças, permite que exercitemos as operações mentais (pela análise das situações vividas) e, assim,que construamos nossos pensamentos.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Minhas idéias

Após a aula presencial de ontem, fiquei mais tranqüila. Não estava compreendendo como seria o meu trabalho, em que teria que me deter; não sabia nem ao menos por onde começar. Saí da aula com muitas ideias.
Trabalho com a quarta-série, que vê a história do Rio Grande do Sul (em história). Como percebi, durante uma aula, que os alunos ainda não se situaram dentro do município e estamos a comemorar a semana do município, resolvi, então, iniciar "pelo começo". Vou, antes de partir para a história do Estado, iniciar um trabalho que antecede a própria história, para assim dar continuidade a história da comunidade, município, até chegar a formação do nosso Estado. Dentro deste trabalho, realizaremos entrevistas, assistiremos vídeos, faremos pesquisas em busca de vestígios que comprovem como era a paisagem local antigamente, antes de ser conhecida como comunidade, município ou Estado; construindo, assim, uma linha do tempo com todas as informações (desde a pré-história até os dias atuais). Dentro deste projeto, será possível a interdisciplinaridade, contemplando mais de uma disciplina. Em uma pesquisa de campo, por exemplo, além de coletar dados sobre a história, podemos trabalhar o lixo, a água, a paisagem (como era antes, como é hoje?, o que ocorreu para tantas mudanças? quem foi responsável? por quê? quem residia ali na época? quais eram seus costumes, tradições, crenças? Podemos ainda trabalhar o percurso, medidas, localização e com isso, construir textos e atividades novas, confecção de mosaicos e maquetes.
As ideias estão surgindo. Acredito que é só o começo. Depois de ser dado o ponta-pé inicial, as ideias vão fluir muito mais.