terça-feira, 22 de setembro de 2009

REFLEXÃO PESSOAL SOBRE A EJA

Quando ouço falar em EJA, imagino pessoas que, por algum motivo abandonaram a escola ainda crianças ou adolescentes. São pessoas que buscam além de melhores condições de vida e trabalho, um reconhecimento da sociedade, de suas habilidades, capacidades. Penso que algumas dessas pessoas se sentem “menos favorecidas” diante da sociedade hoje, em relação a tanta tecnologia e às exigências para ingresso no trabalho. Então fazem uma “corrida contra o tempo”, para se atualizarem e serem valorizados e reconhecidos perante a sociedade em suas habilidades.
O professor, para ajudar esses alunos, deve partir da realidade em que vivem, buscando sempre a motivação, abrindo espaço para o diálogo, reconhecendo e valorizando suas habilidades e o saber de cada um, já que a EJA tem em suas funções o reconhecimento de igualdade de oportunidades e criação de sociedade educada para o universalismo, a solidariedade, a igualdade e diversidade. Penso que para os alunos que voltam a estudar quando adultos ou fora da idade que seria normal, não é fácil tomar a decisão de retornar aos estudos, por isso o professor tem um importante papel nessa nova etapa de seus alunos e deve estar muito bem preparado para atendê-los, sendo conhecedor das “facilidades e dificuldades” de cada um.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

LETRAMENTO

Nesta semana, fiz a leitura do texto "modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola para responder a seguinte pergunta:
POR QUE A AUTORA AFIRMA QUE A ESCOLA, SENDO A MAIS IMPORTANTE AGÊNCIA DE LETRAMENTO, NÃO SE PREOCUPA COM O LETRAMENTO SOCIAL E SIM APENAS COM UM TIPO DE LETRAMENTO, O ESCOLAR?
De acordo com a autora, a escola se preocupa em alfabetizar, se preocupa com que o aluno escreva corretamente e atenda ao solicitado sem muitos questionamentos. A preocupação está direcionada a escrita (correta) exclusivamente.
O aluno tem todo um conhecimento social fora da escola, está inserido em vários outros grupos sociais como igreja, festas, time de futebol, logo, tem toda uma aprendizagem que não é inserida no contexto escolar. O aluno chega à escola como se não soubesse nada, não vivenciasse nada fora. Está ali para ouvir e atender como se tivesse que aprender algo primeiro para depois aprender outra. A vida e a experiência social é, assim, separada da escolar. Os problemas cotidianos não são contemplados na sala de aula.
O professor é quem dita as atividades e regras e os alunos passam a ser os que escutam e obedecem, sem oportunidade de manifestação.
A escola se preocupa em dar conta do conteúdo, o aluno acumula em sua mente uma sobrecarga de códigos sem produzir integração entre a teoria e prática. O conteúdo é apenas memorizado, sem possibilidade de questionamentos e reflexão. A realidade social do aluno (fora da escola) não é levada é consideração nas atividades escolares.
Em minha opinião, na escola está faltando um pouco mais de flexibilidade nos planejamentos que possibilite o diálogo, que envolva a realidade e experiência de cada um, que abra espaço também para a criticidade.
“...na medida em que se possibilita leitura crítica da realidade, se constitui como um importante instrumento de resgate da cidadania e que reforça o engajamento do cidadão nos movimentos sociais que lutam pela melhoria da qualidade de vida e pela transformação social ( Freire, 1991:68)”.

sábado, 12 de setembro de 2009

EJA

A EJA representa uma dívida social não reparada para com os que não tiveram acesso e em domínio da escrita e leitura como bens sociais, na escola ou fora dela, e tenham sido a força do trabalho empregada na constituição de riquezas e na elevação de obras públicas. Ser privado deste acesso é, de fato, a perda de um instrumento imprescindível para uma presença significativa na convivência social e contemporânea. Tem como funções: a REPARADORA, a EQUALIZADORA e a QUALIFICADORA que garantem o reconhecimento de igualdade de oportunidades e criação de uma sociedade educada para o universalismo, a solidariedade, a igualdade e a diversidade. O educador deve estar muito bem praparado para atender a essas exigências que não só são de pessoas que procuram melhores condições de vida e trabalho, mas também, por estarem fora da idade, procuram também um reconhecimento e valorização de suas habilidades, recuperando assim sua auto- estima.

COMÊNIO

Fiz leituras muito interessantes sobre o Comênio (propostas pela disciplina Didática Planejamento e Avaliação). Fiquei realmente impressionada, pois é conhecido como o "pai da didática" e mesmo tendo feito magistério eu e outras colegas, nunca ouvimos falar sobre ele. O que me impressionou mais ainda foi que ele existiu há mais de 300 anos, porém tinha uma "visão" bem além do que se acreditava e particava na época. Foi ele quem criou o primeiro livro desenhado e, apesar de suas críticas e crenças terem mais de trezentos anos e de seus vários elementos não corresponderem mais ao nosso cotidiano, principalmente os aspectos religiosos, hoje o professor trabalha e acredita em vários de seus elementos: respeitando a capacidade de compreensão do aluno; buscando metodologias de ensino que contemplem os interesses dos mesmos; acreditando que o professor não é o transmissor apenas, e sim o condutor de uma aprendizagem coletiva; oportunizando um ambiente de troca entre aluno e professor; objetivando um ensino igual para todos; sendo um professor motivador, que procura diferentes formas de aprendizagens, dialogando, brincando, cantando, deixando de ser o detentor da sabedoria, sendo o professor o mediador da aprendizagem.